Textos Sugeridos pelo Autor

20 de junho de 2017

A Outra Metade

Eu te daria o céu,
As estrelas, o manto e o véu,
Mas você não mereceu!
Agora tento dizer ao meu coração,
Foi tudo engano, pura ilusão,
Nesta porta ninguém bateu!

Vou deixar que sintas saudades,
Que procure pela outra metade,
Então caia na real!
Ouvirás então o meu adeus,
Já se foi aquele amor que era seu,
A fila andou, foi mal!


E aquele perfume nos lençóis,
Todo aquele ímpeto a sós,
Agora apenas lembrança no papel,
São palavras ao vento,
Meros registros de um momento,
Que agora se vai longe, um barco de papel!

Talvez chegue ao mar,
Passe a tempestade sem naufragar,
Encontre um braço forte para remar,
E as palavras que foram ditas,
As promessas no papel escritas,
Fique para traz, quem precisa lembrar!?


22 de maio de 2017

Pergunte ao Coração





Quem tem razão,
O amor ou a paixão,
O ódio ou a ilusão!?
Pergunte ao teu coração,
E ele dirá que não,
Não sabe não!

A ilusão sempre permeia uma paixão,
Que é cúmplice da ausência de razão,
Amiga da solidão!
Não acreditas! Então pergunte ao Coração,
E ele dirá que não,
Não sabe não!




Parece tolice,
Foi assim que a amiga disse,
Que tolo por que insiste?
Agora não, não pergunte ao coração,
Você já sabe a resposta,
Não duvide, não faça aposta,

Vai perder mais uma vez,
Esqueceu a sensatez,
Mas se quiser,
Se coragem ainda tiver,
Pergunte ao coração,
E ele vai responder que não,
Verdadeiramente não sabe não!

8 de maio de 2017

Anestesiada

Ontem eu disse para a saudade,
Fique longe, vê se não invade,
Mas ela não quis me ouvir,
E veio assim mesmo sem eu chamar,
Já veio forte me abraçar,
Juro que tentei fugir!

Ninguém perde o que não tem,
Se um amor vai logo outro vem,
A fila sempre anda!
Aquele desejo ardente,
Nunca diz tudo que se sente,
As vezes até desencanta!



Mas tem coisas que não se escolhe,
Basta que a gente dê um mole,
Aí já foi, já era!
Ela chega impetuosa e cega,
E mais uma vez uma peça nos prega,
A paixão é mesmo uma fera!

E quando então ferida,
Mesmo se pensavas que já esquecida,
Volta a incomodar,
E aquela dor que antes anestesiada,
Agora em dose multiplicada,
Temos que outra vez remediar!

2 de maio de 2017

Na Contramão

As vezes sigo na contramão,
Escolher ser feliz ou ter razão,
As coisas são assim do jeito que são,
Não se pode mudar!


Insistir no caminho errado,
Sabendo que o certo é do seu lado!
Caminhar ou ficar parado?
Tenho que superar!




Gritar seu nome na multidão,
Ouvir do silêncio um Não,
Caminhar na luz ou na escuridão,
É um dilema somente meu!


Então escolho você,
Jamais pensar em te perder,
Te ter e não lhe esquecer,
Te amar e jamais se arrepender!

28 de abril de 2017

Livre e Solto

O tempo falou por mim,
Mas eu já sabia que te queria assim,
Como quem não quer nada,

Se há lágrimas é pura felicidade,
Envergonhar-me já passei da idade,
Quero mesmo é que te sintas amada.



Não vou te dar o sol,
Nem o cantar do rouxinol,
Mas ter ofereço as estrelas,

E se quiseres recebe-las,
Eu direi que elas estão nos versos do poeta,
Onde o amor em sonhos se desperta!

Lhe mostrarei o orvalho da madrugada,
Prova de uma noite enluarada,
Ou talvez o brilho de uma fada,

Se ainda assim achar que é pouco,
Ou que as palavras são de um homem louco

Te garanto que sou mesmo um bicho livre e solto.

21 de dezembro de 2015

Tempo


Não brigo com o tempo,
Por que este não tenho,
Ele vem de qualquer jeito,
E não importa o quanto desdenho,
Tudo que fiz está feito.

Não se pede tempo ao Tempo,
Nem castelo se constrói na areia,
Não se brinca ao mar se a maré é cheia,
E nunca duvide da esperança alheia,
Minha vó sempre dizia, é coisa feia!



Este tempo que não para,
E a gente querendo tempo para a vida,
Se viver é agora, buscar algo lá fora,
Um dilema será causa perdida,
Se perder no tempo melhor seria ir embora.

Mas sem tempo para onde iríamos?
A vida passa tão depressa e nos esquecemos,
Que as vezes precisamos dar um tempo,
Um tempo para aquele amor que perdemos,
Para aquele sonho que não vivemos.

Por isto estou pedindo um tempo,
Para refletir sobre o que perdemos,
E te lembrar que ainda temos tempo,
Para fazer tudo que a gente fez,
Mas agora diferente, ainda temos tempo.


15 de outubro de 2015

Mesma Rotina

Não sei quantos são os meus dias,
Se soubesse não sei o que faria,
Se alguma coisa mudaria,
Ou se deixaria tudo como está.

Tem dia que a gente chora,
Acha que é certo ir embora,
Mas quando se põe da porta pra fora,
Não vê a hora e logo quer voltar.

Então porque se preocupar com coisa atoa,
Correr sempre atrás de uma vida boa,
Ter um pássaro à mão enquanto o outro voa,
É coisa estranha, mas é assim que acontece.





E a gente não acredita se os olhos não pode ver,
Se apega em coisas que não se pode ter,
E ainda é cético quando se diz é preciso saber viver
E finge que a dor é algo que facilmente se esquece.

Prometemos a nos mesmo que faremos algo diferente,
E logo caímos na mesma rotina, nos tornamos ausentes,
Daí vemos que nossa luta é mesmo incessante,
E sabemos de antemão como isto vai acabar.

Começamos a pensar em novas promessas,
Vamos devagar, não precisamos ter pressa,
Se soubesse que novamente cairia nessa,
Teria pensado numa forma de me safar.